A pele e o real impacto da tinta de micropigmentação

12 d maio d 2016

pele

Já há algum tempo, abordei um tema polêmico em um de meus vídeos (https://www.youtube.com/watch?v=-lQam6W8BGw). Mas, para minha grata surpresa, tive uma repercussão bem positiva! Por isso, quero retomar o assunto para lembrar alguns pontos principais. Grande parte dos profissionais de micropigmentação acreditam que pele quente ou fria interfere na cor do pigmento. Entretanto, isso não é verdade.Os fatores que influenciam na cor da tinta são a translucidez da pele, que é a capacidade de maior ou menor passagem de luz, o fototipo e os contrastes.

Se você usar uma determinada cor de tinta em uma pele classificada como quente e a mesma cor de tinta em uma pele classificada como fria, mas as duas tem a mesma capacidade de passagem de luz, o efeito final será o mesmo variando de acordo com o contraste.

Já o contraste mostra uma variação na tonalidade da pele e também tem a cor do cabelo da cabeça. Independente da pele ser quente ou fria, se uma pessoa usar o cabelo muito vermelho e o pelo da sobrancelha for castanho e você fizer a pigmentação na cor castanha, a sobrancelha terá o efeito acinzentado. Se você não mexer na pigmentação e a cliente pintar o cabelo de castanho, a sobrancelha vai se modificar, perdendo o efeito acinzentado ou seja, isso é o efeito do contraste.

Assim, também acontece com a pele. Existem peles brancas, mais rosadas e peles brancas, mais amareladas e pálidas. Peles morenas, mais avermelhadas e peles morenas, mais acinzentadas, que podem contrastar com a cor do pigmento.

As minhas constatações têm base em um largo tempo de mercado e mais de 35 mil procedimentos de micropigmentações realizados, além de conter o apoio e análise do médico Daniel Gontijo, dermatologista pós-graduado, especialista em remoção de tatuagem e todas as técnicas usadas em pigmentação, membro da Academia Americana de Dermatologia.